Espuma de grafeno pode dar ‘toque humano’ às próteses robóticas

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Espuma de grafeno 3D pode imitar o toque humano em próteses e membros robóticos. Pelo menos é isso o que apontam pesquisadores da University of the West of Scotland (UWS). A tecnologia está sendo implantada com o objetivo de aprimorar as habilidades motoras e a destreza por meio de sensores de pressão precisos, fornecendo um importante feedback háptico e com uma sensível resposta, como em um toque humano. Trata-se de um salto na indústria robótica, que tem enorme aplicação em diversas áreas, como medicina, produção industrial e até mesmo em diversas atividades domésticas.

Como funciona?

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Funciona da seguinte forma: esses dispositivos detectam o feedback quando o material utilizado é submetido à uma determinada pressão. Ao entrar nesse estado de pressão, ocorre uma alteração na resistência eletrônica do material. Os dispositivos, segundo os pesquisadores, são capazes de detectar uma extensa gama de pressões. Com isso, a equipe da Universidade do Oeste da Escócia está muito feliz com o avanço, que fortalece ainda mais a indústria robótica, ainda desconhecida por muitos, e também representa um importante salto para a evolução de sistemas robóticos.

Tecnologia e a evolução

A tecnologia pode ajudar a revolucionar os sistemas robóticos, como declarou o professor Des Gibson, que é diretor do Instituto de Filmes Finos, Sensores e Imagens da University of the West of Scotland e também o principal investigador do projeto. Ele também destacou que a indústria robótica tem sofrido um grande avanço com o passar dos anos, mas por conta da falta desses recursos sensoriais, algumas tarefas acabam ficando limitadas, impedindo que os sistemas robóticos possam executá-las.

Aumentar a sensibilidade dos sensores

No entanto, agora, os pesquisadores querem aumentar mais a sensibilidade desses sensores, para depois implantar em um maior número de sistemas de robótica. O cofundador e diretor científico da Integrated Graphene, Marco Caffio, enalteceu a nova espuma utilizada no projeto e destacou o impacto muito positivo que a ideia pode ter para diversas de aplicações que ajudariam no desenvolvimento de muitos setores da sociedade. Cirurgias e fabricação de precisão, de acordo com ele, seriam dois beneficiados com a ideia.

Os sensores tendem a tornar algumas ações, que antes poderiam ser realizadas apenas por humanos, fáceis e possíveis para a indústria robótica. É a ciência e a tecnologia avançando e facilitando a vida do ser humano. Portanto, além da University of the West of Scotland, o projeto tem participação da Integrated Graphene Ltd e conta com apoio ainda da Scottish Research Partnership in Engineering e do National Manufacturing Institute for Scotland.

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